A glosa de crédito deve se tornar uma das expressões mais relevantes nas negociações comerciais no Brasil nos próximos anos.
Com a implementação das novas regras da reforma tributária, a partir de 2027, o crédito tributário utilizado por uma empresa poderá estar diretamente ligado à situação fiscal do fornecedor.
Na prática, isso muda completamente a lógica das relações comerciais.
Se uma empresa compra de um fornecedor com passivo fiscal relevante, o risco de glosa de crédito passa a existir e isso pode impactar diretamente a margem financeira da operação.
Ou seja: o problema deixa de ser apenas contábil.
Ele passa a ser comercial e estratégico.
A nova pergunta nas negociações entre empresas
Durante décadas, a principal pergunta em uma negociação era simples:
“Qual é o preço?”
A partir da nova dinâmica tributária, outra pergunta começa a ganhar espaço nas mesas de negociação:
“Qual é o score fiscal desse fornecedor?”
Empresas que acumulam passivos fiscais, mesmo aquelas que cresceram, enfrentaram crises ou tiveram dificuldades de caixa, podem começar a ser vistas como risco dentro da cadeia de fornecimento.
E isso acontece mesmo quando não há qualquer prática de fraude ou sonegação.
Muitas empresas brasileiras sérias carregam passivos tributários acumulados ao longo de anos difíceis. Porém, no novo cenário, a regularidade fiscal passa a ser um diferencial competitivo.
Quem não resolver essa situação pode entrar em desvantagem em licitações, contratos privados e cadeias produtivas.
A transação tributária: um instrumento ainda pouco utilizado
Existe hoje no Brasil um mecanismo que permite resolver passivos fiscais em condições muito mais favoráveis do que os parcelamentos tradicionais.
Criada pela Lei 13.988/2020, a transação tributária com a PGFN permite:
- Desconto de até 100% em juros e multas;
- Parcelamento em até 145 meses;
- Uso de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL para amortizar o principal;
- Negociação personalizada conforme a capacidade de pagamento da empresa.
Nenhum parcelamento convencional oferece um conjunto de condições tão amplo.
Mesmo assim, muitas empresas deixam de utilizar esse instrumento por um motivo recorrente: esperam demais para agir.
O erro estratégico que muitas empresas ainda cometem
A maioria das empresas só começa a negociar quando o cenário já se deteriorou:
- após autuações fiscais;
- depois do protesto da dívida;
- quando a execução fiscal já foi ajuizada.
Nesse momento, a empresa já negocia em posição de fragilidade.
O prazo virou adversário.
A pressão jurídica aumentou.
E o caixa normalmente já foi afetado.
Além disso, discussões recentes e interpretações mais restritivas de órgãos de controle podem, no futuro, reduzir a flexibilidade de algumas modalidades de transação tributária.
Ou seja: a janela atual pode não permanecer aberta para sempre.
Regularizar o passivo antes de 2027 pode ser decisivo
Empresas que resolvem o passivo fiscal antes da plena implementação da reforma tributária entram no novo cenário com vantagens claras:
- mantêm certidão fiscal regular;
- não contaminam o crédito tributário de seus clientes;
- preservam credibilidade comercial;
- negociam em posição de força.
Não se trata de conservadorismo.
Trata-se de matemática empresarial.
Em um ambiente onde cadeias produtivas passam a avaliar o risco fiscal de seus parceiros, a regularidade tributária vira ativo competitivo.
Como a BMS pode ajudar sua empresa
Há 17 anos, a BMS Consultoria Tributária atua na estruturação de soluções fiscais estratégicas para empresas.
Nesse período, a empresa já recuperou mais de R$9 bilhões para mais de 3.750 clientes em diferentes setores da economia.
Hoje, além da recuperação de créditos tributários, a BMS também apoia empresas na estruturação e negociação de passivos fiscais por meio de transações tributárias.
A equipe conta com:
- ex-Auditor Fiscal da Receita Federal;
- especialistas com atuação em DRJ;
- profissionais com experiência em Coordenação de Consensualismo da PGFN.
O trabalho envolve:
- mapeamento completo do passivo fiscal;
- identificação das modalidades mais vantajosas de transação tributária;
- condução técnica da negociação até o desfecho.
A janela existe mas o timing importa
Resolver o passivo fiscal antes que ele se transforme em um problema dentro da cadeia de fornecedores é uma decisão estratégica.
Empresas que agem agora negociam.
Empresas que deixam para depois reagem.
E, muitas vezes, reagem tarde.
Fale com a BMS
Se sua empresa possui passivo fiscal ou débitos inscritos em dívida ativa, este é o momento de entender quais oportunidades de negociação estão disponíveis.
A BMS pode ajudar sua empresa a estruturar a regularização fiscal com estratégia e segurança jurídica.
📞 (21) 98101-7181 | (21) 96416-5831
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Com a BMS, inteligência tributária vira caixa. Mais de 3.750 empresas já confiam na nossa expertise.
É urgente agir agora para evitar prejuízos e garantir conformidade.