01 de abril de 2026. O prazo acabou.
A entrada em vigor da Lei Complementar 214/2025 marca um novo momento para o varejo alimentar no Brasil, especialmente para supermercados.
Sem prorrogação, sem flexibilização e sem aviso adicional, a nova regra já está produzindo efeitos práticos.
E o cenário é preocupante.
Supermercados ainda não estão preparados para a nova regra
A realidade observada no mercado mostra um desalinhamento significativo entre a legislação e a operação.
Grande parte dos supermercados ainda não:
- parametrizou corretamente seus sistemas fiscais;
- ajustou o EFD-Contribuições;
- separou adequadamente produtos da Cesta Básica Nacional dos itens tributados;
- revisou classificações fiscais antigas.
Isso não é uma hipótese. É um problema real e imediato.
O risco invisível: como nasce um passivo tributário mensal
O impacto financeiro pode ser silencioso, mas extremamente relevante.
Imagine um supermercado com:
- R$ 3 milhões por mês em produtos afetados pela nova regra
O resultado:
- aproximadamente R$ 27.750 de passivo tributário mensal
Esse valor se acumula mês a mês, sem necessariamente aparecer de forma clara no curto prazo.
Até que a fiscalização aconteça.
Os principais erros fiscais que geram autuações
O problema não está apenas no cálculo incorreto de PIS e COFINS.
Na prática, o risco vem de uma combinação de falhas operacionais:
1. Classificação fiscal incorreta (NCM)
Muitos produtos ainda utilizam códigos NCM antigos, sem revisão há anos.
2. CST inadequado
A escolha errada do Código de Situação Tributária compromete toda a apuração.
3. Falhas no EFD-Contribuições
Erros na escrituração digital podem gerar inconsistências automáticas.
4. Não cumprimento de novas obrigações acessórias
A Nota Técnica RFB 012/2026 tornou obrigatório o preenchimento de campos específicos como o infAdFisco e muitas empresas ainda não se adequaram.
5. Erros no Bloco M
Um detalhe técnico que gera autuação:
- a alíquota deve ser truncada em 4 casas decimais, e não arredondada.
O problema é cumulativo: quatro ou cinco erros simultâneos aumentam exponencialmente o risco de autuação.
Fiscalização mais rápida: o novo padrão da Receita Federal
Se antes o problema poderia demorar anos para aparecer, agora o cenário mudou.
Com maior digitalização e cruzamento de dados:
- inconsistências são detectadas mais rápido;
- notificações chegam com menor intervalo;
- o tempo para correção diminui drasticamente.
Empresas que acreditam estar regulares podem estar, na prática, acumulando passivos relevantes.
Reforma tributária exige revisão imediata de processos
A entrada em vigor da nova legislação exige uma mudança de postura.
Não se trata apenas de ajustar alíquotas.
É necessário revisar:
- cadastros fiscais de produtos;
- parametrizações de sistemas;
- processos de escrituração;
- controles internos de compliance tributário.
Empresas que não fizerem esse movimento agora tendem a pagar o preço depois, com multa, juros e impacto direto no caixa.
Tecnologia e dados: o novo padrão de conformidade fiscal
Diante desse cenário, o uso de tecnologia deixa de ser diferencial e passa a ser essencial.
Soluções modernas permitem:
- download automático e análise de SPEDs;
- identificação correta de NCM e CST por produto;
- validação com base em dados reais de mercado;
- redução de erros operacionais manuais.
Mais do que isso: permitem decisões baseadas em dados, não em suposições.
Benchmark de mercado: por que isso faz diferença
Uma das maiores dificuldades das empresas é entender se estão tributando corretamente em comparação ao mercado.
Com acesso a bases consolidadas de dados:
- é possível verificar como outros supermercados classificam os mesmos produtos;
- identificar padrões aceitos pela Receita Federal;
- antecipar riscos de autuação.
Isso reduz incertezas e aumenta a segurança das decisões fiscais.
O impacto no EBITDA: o custo de não agir
O passivo tributário não é apenas um problema fiscal.
Ele impacta diretamente o resultado da empresa.
👉 O que hoje parece um erro operacional, amanhã se transforma em:
- redução de margem;
- perda de caixa;
- impacto no EBITDA;
- risco reputacional.
E quanto maior o faturamento, maior o efeito.
Supermercados de grande porte precisam agir agora
Empresas com faturamento elevado têm exposição proporcionalmente maior.
Se sua operação fatura acima de R$100 milhões por ano, o custo da inércia é alto demais.
Esperar mais uma semana pode significar:
- mais passivo acumulado;
- maior risco fiscal;
- menos margem no futuro.
Como a BMS apoia supermercados na adequação à reforma tributária
A BMS Consultoria Tributária desenvolveu um processo específico para apoiar supermercados nesse novo cenário.
A atuação inclui:
- diagnóstico completo da situação fiscal;
- revisão de NCM, CST e parametrizações;
- análise automatizada de SPEDs;
- validação com base em benchmark de mais de 500 supermercados;
- identificação de riscos e oportunidades de correção.
Com dados reais e tecnologia aplicada, o objetivo é simples: garantir conformidade e proteger o resultado da empresa.
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Empresas que se antecipam têm controle.
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