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Crise de Produtividade no Brasil: Demissões, Afastamentos e o Fim da Escala 6×1

Crise de Produtividade no Brasil: Demissões, Afastamentos e o Fim da Escala 6×1

5 milhões de brasileiros pediram demissão em 2025.
R$75 bilhões foram perdidos em afastamentos do trabalho.
E agora, o debate avança para o fim da escala 6×1.

São três movimentos simultâneos, todos legítimos, todos relevantes, que convergem para uma pergunta incômoda:

Como sustentar qualidade de vida em um país cuja produtividade é cerca de 40% inferior à dos países desenvolvidos?

Essa é a discussão que realmente importa.

Enquanto debatemos jornada, o mundo debate capacidade

Enquanto o Brasil concentra o debate quase exclusivamente em jornada de trabalho, outros países avançam em outra direção.

  • China forma mais engenheiros de inteligência artificial do que os Estados Unidos;

  • Índia consolidou polos tecnológicos globais e exporta talento em escala;

  • Japão trata o trabalho como valor cultural, associado a honra, excelência e responsabilidade.

Eles entenderam algo fundamental: desenvolvimento econômico não é promessa social.
É capacidade técnica combinada com meritocracia e governança.

O paradoxo do RH brasileiro

O RH no Brasil vive hoje um paradoxo estrutural.

De um lado, objetivos legítimos e necessários:

  • reduzir jornadas excessivas;

  • ampliar benefícios;

  • melhorar saúde mental e qualidade de vida;

  • tornar o trabalho mais humano.

Do outro, lacunas críticas que raramente entram na pauta estratégica:

  • não medimos produtividade de forma consistente;

  • não governamos afastamentos com inteligência preditiva;

  • não calculamos o impacto financeiro real dessas decisões;

  • não preparamos as empresas para mudanças estruturais já contratadas para 2026 e 2027.

O resultado é perigoso: decisões bem-intencionadas, mas mal sustentadas por dados.

Afastamentos não são custo inevitável. São falha de governança

R$75 bilhões em afastamentos não são apenas um problema de RH.
São um problema de:

  • liderança;

  • modelo de gestão;

  • desenho organizacional;

  • sustentabilidade do negócio.

Empresas que não tratam afastamentos como variável estratégica acabam pagando duas vezes:

  1. na perda de produtividade;

  2. no aumento de custos previdenciários, operacionais e reputacionais.

O desafio real: produtividade com qualidade de vida

A pergunta não é se devemos melhorar a qualidade de vida no trabalho. Isso é ponto pacífico.

A pergunta correta é: como elevar produtividade sem adoecer pessoas?
E como cuidar das pessoas sem colapsar o negócio?

Essa resposta não está em slogans. Está em método, dados, tecnologia e governança.

Nação forte não promete futuro. Constrói presente 

Debater jornada sem discutir produtividade é incompleto.
Falar de bem-estar sem governança é ingênuo.
Ignorar os números não torna o problema menor, apenas mais caro.

Empresas e países fortes não vivem de promessa. Vivem de execução.

RH TECH

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