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Prometeram dois tributos. Estão entregando quatro. Mais caros e por mais tempo

Prometeram dois tributos. Estão entregando quatro. Mais caros e por mais tempo

A Reforma Tributária foi apresentada ao mercado com uma promessa simples: simplificar.

Cinco tributos dariam lugar a um novo modelo baseado em um IVA Dual. ICMS, ISS, PIS e COFINS seriam substituídos por IBS e CBS.

No discurso, menos siglas.

Na prática, o sistema que está sendo implementado é mais complexo do que essa narrativa sugere.

O novo sistema não tem apenas dois tributos

IBS e CBS são os protagonistas da nova estrutura, mas não são os únicos.

A Reforma também prevê o Imposto Seletivo e mantém o IPI em situações específicas, especialmente dentro da lógica de preservação da competitividade da Zona Franca de Manaus.

O resultado é um sistema que, durante a transição, exige das empresas a convivência entre tributos antigos e novos. E essa convivência não será curta.

Até o final da transição, empresas terão de administrar simultaneamente diferentes regras, bases de cálculo, obrigações acessórias, sistemas e processos internos.

Não é apenas uma troca de impostos. É uma mudança completa na operação tributária.

Quanto mais exceções, maior pode ser o custo para todos

Toda reforma tributária precisa lidar com interesses econômicos concretos.

Existem setores com tratamentos diferenciados.

  • Regimes específicos.
  • Reduções de alíquota.
  • Exceções.
  • Incentivos.
  • E mecanismos de proteção regional.

O problema é matemático.

Quando determinados setores recebem tratamento diferenciado, a arrecadação necessária para manter o sistema precisa ser distribuída entre os demais contribuintes.

É por isso que as exceções e a alíquota padrão estão diretamente conectadas.

Quanto maior o número de tratamentos diferenciados, maior tende a ser a pressão sobre a alíquota geral.

A simplificação prometida não elimina o custo. Ela apenas redistribui quem paga essa conta.

O maior desafio pode estar na transição

A transição até 2032 significa que muitas empresas precisarão operar, durante anos, sob duas lógicas tributárias.

De um lado, o sistema atual.

Do outro, CBS, IBS e todas as novas regras relacionadas ao creditamento, Split Payment, documentos fiscais e obrigações acessórias.

Isso exige adaptação de:

  • ERPs;
  • documentos fiscais;
  • contratos;
  • formação de preços;
  • fluxo de caixa;
  • controles de créditos;
  • processos contábeis;
  • planejamento tributário;
  • equipes internas.

O custo da transição não aparece necessariamente na alíquota.

Ele aparece na operação.

A complexidade não desapareceu. Mudou de lugar.

Esse talvez seja o maior ponto cego da Reforma Tributária.

A promessa era simplificar o sistema, mas, durante a transição, parte da complexidade sai do texto legal e entra diretamente dentro das empresas.

  • O fiscal precisa administrar novas regras.
  • O financeiro precisa recalcular impactos no caixa.
  • O jurídico precisa revisar contratos.
  • A tecnologia precisa adaptar sistemas.
  • E a gestão precisa tomar decisões enquanto parte da regulamentação continua sendo construída.

A pergunta, portanto, deixou de ser apenas:

Quanto minha empresa vai pagar de imposto?

A pergunta agora é outra:

Quanto vai custar administrar dois sistemas tributários ao mesmo tempo?

A Reforma Tributária é também um desafio de governança

O novo modelo exige coordenação entre diferentes entes e estruturas de administração tributária.

Além da Receita Federal, o IBS envolve uma nova estrutura de governança responsável pela gestão de regras que afetam Estados e Municípios.

Para as empresas, isso aumenta a necessidade de acompanhamento constante da regulamentação.

Porque, durante a transição, a previsibilidade será tão importante quanto a própria alíquota.

Não basta conhecer a lei. É preciso acompanhar como ela será operacionalizada.

FAQ – Perguntas frequentes

A Reforma Tributária vai realmente reduzir o número de tributos?

A CBS e o IBS substituem importantes tributos atuais, mas o novo modelo também prevê o Imposto Seletivo e mantém o IPI em situações específicas. Além disso, durante a transição, tributos antigos e novos coexistirão.

Por que a transição é tão complexa?

Porque as empresas precisarão adaptar sistemas, processos, contratos e controles enquanto ainda administram parte das regras do sistema anterior.

As exceções podem aumentar a alíquota padrão?

Tratamentos diferenciados reduzem a base sobre a qual a alíquota padrão é aplicada. Para preservar a arrecadação do sistema, isso pode gerar pressão sobre a alíquota dos demais setores.

O impacto será apenas tributário?

Não. A Reforma afeta tecnologia, financeiro, jurídico, compras, comercial, contabilidade e controladoria.

O que as empresas devem fazer agora?

O primeiro passo é realizar um diagnóstico dos impactos específicos sobre a operação e estruturar um plano de transição envolvendo todas as áreas afetadas.

Como a BMS atua na preparação para a Reforma Tributária

Na BMS, entendemos que a Reforma Tributária não é apenas uma mudança na forma de calcular impostos.

É uma transformação operacional.

Por isso, nossa atuação começa pelo diagnóstico dos impactos específicos da Reforma em cada empresa e avança para a construção de um roadmap de implementação.

Avaliamos os reflexos sobre carga tributária, créditos, fluxo de caixa, preços, contratos, fornecedores, sistemas e processos internos.

Também atuamos na estruturação de Comitês e PMOs da Reforma Tributária, criando governança, responsáveis por cada frente, cronogramas e indicadores para acompanhar a execução.

Porque PowerPoint não administra dois sistemas tributários. Execução, sim.

A complexidade não desapareceu.

E quem começar a administrar essa transição antes terá mais tempo para transformar risco em planejamento.

Fale com a nossa equipe!

📞 (11) 93910-0254
📧 [email protected]

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