O Superior Tribunal de Justiça (STJ) retomou, em 03 de dezembro de 2025, o julgamento do Tema Repetitivo 1.079, um dos debates mais relevantes do cenário tributário atual.
O assunto envolve a limitação da base de cálculo das contribuições ao Sistema S (SESI, SENAI, SESC, SENAC) ao teto de 20 salários-mínimos, tema com impacto direto no caixa de milhares de empresas brasileiras.
O julgamento foi reiniciado no processo EREsp 1.905.870/PR, mas acabou suspenso novamente após pedido de vista do ministro Og Fernandes, também relator do leading case EREsp 1.898.532/CE.
A seguir, você entende o que está em jogo, por que o caso é crítico e quais ações sua empresa deve tomar imediatamente.
O que a União busca no Tema 1.079?
Nos Embargos de Divergência, a União tenta reverter a modulação de efeitos aplicada anteriormente pelo STJ.
O argumento central é que não teria havido alteração na jurisprudência dominante, motivo pelo qual segundo o Fisco não haveria base para modular os efeitos temporais da decisão.
Em termos práticos, o que isso significa?
A União tenta limitar os efeitos financeiros positivos para os contribuintes, reduzindo a possibilidade de:
- recuperar valores pagos indevidamente ao Sistema S;
- buscar créditos retroativos;
- ampliar o alcance das teses relacionadas a contribuições a terceiros.
Por que o Tema 1.079 é tão importante para sua empresa?
O desfecho poderá impactar diretamente empresas que:
- discutem judicialmente o teto de 20 salários-mínimos nas contribuições ao Sistema S;
- buscam recuperação de créditos tributários pagos a maior;
- planejam ações de recuperação e redução de carga tributária envolvendo contribuições a terceiros.
Além disso, o julgamento pode se conectar ao Tema 1.390/STJ, ampliando o alcance das discussões sobre entidades de terceiros, um efeito multiplicador com potencial bilionário para as empresas brasileiras.
Status atual do julgamento
O julgamento está temporariamente suspenso após pedido de vista do Ministro Og Fernandes.
Ainda não há data definida para retomada, mas a expectativa é alta entre:
- empresas do setor produtivo;
- departamentos fiscais e contábeis;
- advogados tributaristas;
- consultorias especializadas.
O que sua empresa deve fazer agora?
A incerteza jurídica não pode paralisar decisões estratégicas. Por isso, o ideal é agir em três horizontes:
1. Curto prazo (próximos 30 dias)
- Revisar a folha de pagamento e identificar recolhimentos indevidos ao Sistema S;
- Mapear o histórico de pagamentos dos últimos 5 anos;
- Quantificar o potencial de recuperação de crédito.
2. Médio prazo (próximos 90 dias)
- Avaliar a viabilidade de ações judiciais relacionadas ao Tema 1.079;
- Acompanhar desdobramentos dos Temas 1.079 e 1.390;
- Estruturar relatórios de impacto financeiro.
3. Longo prazo (estratégico)
- Implementar compliance tributário preventivo;
- Estruturar governança fiscal para evitar novos pagamentos indevidos;
Mapear oportunidades contínuas de economia tributária e recuperação de caixa.
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Fique atento: atualizaremos este conteúdo conforme o STJ retomar o julgamento do Tema 1.079.
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